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Arbitragens e apitadeiros
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Pedro Bala
Pedro Bala Equipa Principal
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  Re: Arbitragens e apitadeiros
« Responder #760 em: 19 de Janeiro de 2024, 20:15 »
Muito curioso para ver a forma de implementar este modelo...
Se for algo como o râguebi será interessante.
No futebol americano o árbitro explica a decisão para os expectadores, mas aí não há VAR é apenas a decisão dele. A NBA não sigo.

Enviado do meu SM-A346B através do Tapatalk


No Mundial feminino também fizeram o mesmo, mas era algo do género: "Depois de ver o lance, decidi marcar penalti".

Quem está a espera de ver a comunicação do VAR e do arbitro em direto enquanto dá o lance no ecrã, pode tirar o cavalinho da chuva.
Exato, sinceramente nem percebo o porquê de quererem implementar isto. Em casa já se percebe tudo e no estádio também se percebe pelos gestos do árbitro.
Bracarense
Bracarense Equipa Principal
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  Re: Arbitragens e apitadeiros
« Responder #761 em: 19 de Janeiro de 2024, 21:48 »
Muito curioso para ver a forma de implementar este modelo...
Se for algo como o râguebi será interessante.
No futebol americano o árbitro explica a decisão para os expectadores, mas aí não há VAR é apenas a decisão dele. A NBA não sigo.

Enviado do meu SM-A346B através do Tapatalk
Uma correção: na NFL há o equivalente a VAR há muitos anos. Além da explicação que dão para todas as faltas que assinalam, ainda existem lances que podem se revistos pelo "VAR" ( sejam situações previstas nos regulamentos, sejam "challenges" dos treinadores).

Estão anos-luz à frente no que diz respeito a tentar que tudo seja dentro das regras (não significa que o consigam...)
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Lipeste
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  Re: Arbitragens e apitadeiros
« Responder #762 em: 01 de Fevereiro de 2024, 19:03 »
ominho.pt

Árbitros vão explicar decisões do VAR em jogos de Vilaverdense e Braga (feminino)


O MINHO

O Conselho de arbitragem (CA) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) vai tentar pela terceira vez aplicar as explicações dos árbitros de campo das decisões tomadas com intervenção do videoárbitro (VAR).

Depois de tentativas em jogos anteriores, mas sem que tenha existido a necessidade de aplicar a medida, a mesma está prevista agora para um leque mais alargado, em quatro jogos da Liga feminina e seis da II Liga.

“As explicações dos árbitros de campo das decisões tomadas em situações de intervenção de vídeoarbitragem estará disponível numa dezena jogos de duas competições a realizar nos próximos dias”, adianta a Federação Portuguesa de Futebol.

O organismo especifica os jogos Sporting-Valadares Gaia, no sábado, SC Braga-Racing Power e Damaiense-Clube de Albergaria, no domingo, bem como o Benfica-Torreense, na próxima quarta-feira, a contar para a Liga feminina.

Da II Liga, foram escolhidos os jogos Länk Vilaverdense-Santa Clara e Mafra-Belenenses, na sexta-feira, União de Leiria-FC Porto B e Penafiel-Oliveirense, no sábado, Leixões-Nacional, no domingo, e Tondela-Paços de Ferreira, na segunda-feira.

“O Conselho de Arbitragem, após autorização por parte do IFAB e da FIFA, decidiu utilizar o sistema de comunicação para público da decisão final do árbitro em jogadas de possível revisão da decisão ou decisões factuais, como por exemplo foras de jogo ou infrações cometidas dentro ou fora da área, para assinalar ou não um pontapé de penálti”, voltou a lembrar o órgão da arbitragem da FPF.

Este sistema, com a explicação a ser dada em tempo real, já existe em outras modalidades, como o râguebi, e já foi testado pela FIFA em competições como o Mundial feminino de 2023.

A autorização da FIFA e do IFAB permite que Portugal seja um dos pioneiros a avançar para uma fase de testes a este sistema.

em: https://ominho.pt/arbitros-vao-explicar-decisoes-do-var-em-jogos-de-vilaverdense-e-braga-feminino/

Lipeste
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  Re: Arbitragens e apitadeiros
« Responder #764 em: 20 de Fevereiro de 2024, 18:39 »
tribuna.expresso.pt

Quem exige menos faltas porque na ‘Premier League é que é’ são os primeiros a criticar arbitragens quando um toque é ignorado

Crónica de
Duarte Gomes ex-árbitro de futebol

20.02.2024 às 8h30

Percebe-se a visão parcial motivada pela cegueira do amor à camisola, mas essa incoerência, analisa Duarte Gomes, é que torna a narrativa maior pouco credível. Enfraquece a nobreza da visão. Se queremos melhor futebol, defende o antigo árbitro, e esperamos que os árbitros arrisquem mais e só sancionem infrações claras, temos - adeptos e clubes - que estar disponíveis para aceitar os danos colaterais decorrentes dessa opção.

O número de interrupções que existem durante os jogos de futebol são o maior obstáculo à sua intensidade, qualidade e imprevisibilidade.

Quando a bola não rola, o jogo morre. Não há passes vistosos, defesas monumentais ou golos espantosos. O que há é uma maior propensão para a discussão, para a quebra de rendimento e para a interrupção daquela que é a verdadeira essência do espetáculo.

Quanto a causas, bem, já muito se disse e escreveu sobre o que pode ser feito para travar tanta paragem, imprimindo mais e maior ritmo ao jogo.

Sabemos, por exemplo, que quanto mais infrações forem assinaladas, menos se joga. Também sabemos que quanto mais se simulam lesões ou se perde tempo em substituições/bolas paradas, mais se enerva o adversário e mais se irritam os adeptos.

Em suma, estamos mais ou menos cientes do esforço que deve ser feito por todos:

- Pelos árbitros, que devem manter critério largo na análise de alguns contactos; pelos jogadores, que devem assumir conduta ética, evitando comportamentos antidesportivos; pelos treinadores, que devem impedir (e nunca incentivar) os atletas a recorrem a expedientes menores; e até pelas próprias leis de jogo, que têm que continuar a implementar regras que valorizem o jogo corrido, penalizando quem tenta travá-lo.

Mas uma das conclusões a que é impossível não chegar é a constatação de que alguns adeptos (não todos) sofrem de alguma “hipocrisia emocional”.

Todos aqueles que estoicamente exigem menos faltas porque a bola tem que rolar ou porque na Premier League é que é bom, são na verdade os primeiros a vitimizarem-se quando a bola entra na sua baliza depois do árbitro não punir um contacto atacante. São também os primeiros a criticar arbitragens quando o toque ignorado a meio-campo resultou num penálti contra ou numa lesão do seu atleta.

Percebe-se a visão parcial, motivada pela cegueira do amor à camisola, mas essa incoerência é que torna a narrativa maior pouco credível. Enfraquece a nobreza da visão.

Se queremos melhor futebol, se esperamos que os árbitros arrisquem mais e só sancionem infrações claras, temos que estar disponíveis para aceitar os danos colaterais decorrentes dessa opção. Temos que aceitar as consequências daí inerentes.

Isso vale para os tais adeptos mais apaixonados, mas também para quem, nos próprios clubes, parece defender a fluidez de jogo apenas quando dá mais jeito.

Desculpem, mas não pode ser.

Essa tendência, quase sempre inconsciente, deve ser contrariada pela via da razão, porque só assim se conseguirá um avanço cultural genuíno. Quando queremos o bem maior (no caso, o do futebol-espetáculo) não podemos nunca “condicioná-lo” à parte que nos toca.

Parece-me que ainda temos alguns passos a dar neste capítulo.

em: https://tribuna.expresso.pt/cronica/2024-02-20-Quem-exige-menos-faltas-porque-na-Premier-League-e-que-e-sao-os-primeiros-a-criticar-arbitragens-quando-um-toque-e-ignorado-7dc16447

Somos Braga! Equipa Principal
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  Re: Arbitragens e apitadeiros
« Responder #765 em: 26 de Fevereiro de 2024, 12:14 »


tribuna.expresso.pt

Quem exige menos faltas porque na ‘Premier League é que é’ são os primeiros a criticar arbitragens quando um toque é ignorado

Crónica de
Duarte Gomes ex-árbitro de futebol

20.02.2024 às 8h30

Percebe-se a visão parcial motivada pela cegueira do amor à camisola, mas essa incoerência, analisa Duarte Gomes, é que torna a narrativa maior pouco credível. Enfraquece a nobreza da visão. Se queremos melhor futebol, defende o antigo árbitro, e esperamos que os árbitros arrisquem mais e só sancionem infrações claras, temos - adeptos e clubes - que estar disponíveis para aceitar os danos colaterais decorrentes dessa opção.

O número de interrupções que existem durante os jogos de futebol são o maior obstáculo à sua intensidade, qualidade e imprevisibilidade.

Quando a bola não rola, o jogo morre. Não há passes vistosos, defesas monumentais ou golos espantosos. O que há é uma maior propensão para a discussão, para a quebra de rendimento e para a interrupção daquela que é a verdadeira essência do espetáculo.

Quanto a causas, bem, já muito se disse e escreveu sobre o que pode ser feito para travar tanta paragem, imprimindo mais e maior ritmo ao jogo.

Sabemos, por exemplo, que quanto mais infrações forem assinaladas, menos se joga. Também sabemos que quanto mais se simulam lesões ou se perde tempo em substituições/bolas paradas, mais se enerva o adversário e mais se irritam os adeptos.

Em suma, estamos mais ou menos cientes do esforço que deve ser feito por todos:

- Pelos árbitros, que devem manter critério largo na análise de alguns contactos; pelos jogadores, que devem assumir conduta ética, evitando comportamentos antidesportivos; pelos treinadores, que devem impedir (e nunca incentivar) os atletas a recorrem a expedientes menores; e até pelas próprias leis de jogo, que têm que continuar a implementar regras que valorizem o jogo corrido, penalizando quem tenta travá-lo.

Mas uma das conclusões a que é impossível não chegar é a constatação de que alguns adeptos (não todos) sofrem de alguma “hipocrisia emocional”.

Todos aqueles que estoicamente exigem menos faltas porque a bola tem que rolar ou porque na Premier League é que é bom, são na verdade os primeiros a vitimizarem-se quando a bola entra na sua baliza depois do árbitro não punir um contacto atacante. São também os primeiros a criticar arbitragens quando o toque ignorado a meio-campo resultou num penálti contra ou numa lesão do seu atleta.

Percebe-se a visão parcial, motivada pela cegueira do amor à camisola, mas essa incoerência é que torna a narrativa maior pouco credível. Enfraquece a nobreza da visão.

Se queremos melhor futebol, se esperamos que os árbitros arrisquem mais e só sancionem infrações claras, temos que estar disponíveis para aceitar os danos colaterais decorrentes dessa opção. Temos que aceitar as consequências daí inerentes.

Isso vale para os tais adeptos mais apaixonados, mas também para quem, nos próprios clubes, parece defender a fluidez de jogo apenas quando dá mais jeito.

Desculpem, mas não pode ser.

Essa tendência, quase sempre inconsciente, deve ser contrariada pela via da razão, porque só assim se conseguirá um avanço cultural genuíno. Quando queremos o bem maior (no caso, o do futebol-espetáculo) não podemos nunca “condicioná-lo” à parte que nos toca.

Parece-me que ainda temos alguns passos a dar neste capítulo.

em: https://tribuna.expresso.pt/cronica/2024-02-20-Quem-exige-menos-faltas-porque-na-Premier-League-e-que-e-sao-os-primeiros-a-criticar-arbitragens-quando-um-toque-e-ignorado-7dc16447

Totalmente de acordo com o Duarte Gomes. Todos concordamos com o "deixar jogar" até que isso vá contra os interesses dos nossos clubes.

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O verdadeiro adepto vê-se nas derrotas!
Lipeste
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  Re: Arbitragens e apitadeiros
« Responder #766 em: 29 de Fevereiro de 2024, 07:59 »
Lipeste
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  Re: Arbitragens e apitadeiros
« Responder #767 em: 12 de Março de 2024, 11:42 »



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  Re: Arbitragens e apitadeiros
« Responder #768 em: 20 de Março de 2024, 08:47 »
 

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