ENTREVISTA DE KAROGLAN AO JORNAL "O JOGO"


"Gostava de um dia ser treinador do Braga"
 

Karoglan, antiga glória do Braga, aproveitou o Euro'2004 para "matar" saudades da cidade que o acolheu durante cinco anos e à qual ganhou uma afeição que não esconde. O croata esclareceu ainda que está bem informado sobre o que se passa em Braga e felicitou os arsenalistas pela presença na Taça UEFA

O JOGO | É com alguma regularidade que marca presença em Braga, embora desta vez tenha como argumento a participação da Croácia no Euro'2004...
Karoglan | É verdade que aproveitei o facto da Croácia estar neste Europeu, mas vim essencialmente para matar saudades de Braga. Estar em Braga é como estar na minha cidade. Sinto-me muito bem aqui! Vivi aqui cinco anos, as pessoas de Braga são muito boas, trataram-me sempre muito bem, fiz por cá muitos amigos e gosto imenso da cidade... e de Portugal. Foram oito anos que passei neste país, três em Chaves e cinco em Braga, onde fui sempre bem tratado e isso nunca irei esquecer. Os portugueses são pessoas muito boas.

P | Pelas suas palavras pode aferir-se que está atento ao que se passa por aqui. Tem acompanhado a carreira do Braga?
R | Nunca deixei de estar a tento ao que se passa com o Braga desde que saí daqui e gostei muito de ver o Braga apurado para a Taça UEFA. Estão todos de parabéns, os dirigentes, o treinador e os jogadores. Foi um sucesso idêntico ao que tivemos há uns anos com o mister Manuel Cajuda. Gosto de ver o Braga na frente da classificação e a lutar por um dos primeiros lugares. Esta cidade e a massa associativa merecem uma equipa assim.

P | Se houvesse uma eliminatória do Braga com uma equipa croata ficaria com o coração dividido?...
R |
Não. Gostava mesmo de ver o Braga a disputar uma eliminatória na Croácia e pode crer que o meu coração estaria com o Braga. O Braga entrou no meu coração, entrou na minha família, fez parte da minha vida.

P | Concluída há algum tempo a sua carreira de futebolista, a que se dedica agora?
R | Tenho uns negócios na Croácia que me ocupam muito tempo, mas terminei recentemente um curso de treinadores da UEFA, o que, como pode perceber, significa que pretendo ficar ligado ao futebol, que é, aliás, a melhor coisa do Mundo. O futebol foi, é e vai continuar a ser a minha vida.

P | Onde está a pensar dar início à sua carreira de treinador, na Croácia ou em Portugal?
R | Nunca se sabe, mas com a minha família lá gostava de o fazer lá, adquirir alguma experiência e depois, como sucedeu enquanto jogador, vir para Portugal. Gostava de um dia treinar o Braga. É nesta altura apenas um sonho, mas no futuro, quem sabe, poderá ser realidade.


Jornal "O Jogo"
Sábado, 19 de Julho de 2004