O melhor marcador do S.C. de Braga até à data
 




Chico Gordo foi o melhor marcador de sempre (até à presente data) do S.C. de Braga na I Divisão, com 59 golos durante as épocas de 1975/1976 até à época de 1979/1980.

Na hora em que o Braga alcançou a marca de 500 vitórias no campeonato, é imperioso respeitar a sua história e recordar um dos grandes responsáveis por essa bela marca: Chico Gordo, ponta de lança com o golo no sangue que marcou a década de 70, até hoje o melhor marcador da história do Sp. Braga em jogos do Campeonato.


Quando regressou á I Divisão, em 1975, o Sporting de Braga, treinado pelo ex-magriço José Carlos, contratou um
avançado centro angolano, que depois de começar a carreira no Lobito, passara pelo FC Porto e, na época anterior, jogara no pelados da II Divisão, com a camisola do Lourosa. Chegava aos principais palcos do futebol português, um dos pontas de lança com maior faro de golo da década de 70: Chico Gordo. Nunca ganhou uma Bola de Prata. Naquele tempo, isso era quase impossível, para quem não jogava num grande, mas, mesmo assim, andou lá perto. Em 77/78 ficou em segundo, atrás de Gomes (FCP).
Era um avançado que passeava na área adversária ou entre os centrais adversários de forma descontraída, cheirava o golo no ar, perseguia a bola com os olhos, esperava por ela como um predador pela presa e, depois, na hora do remate, oportunidade e espaço descobertos, era mortal. Não era um driblador, nem sequer se lhe viam grandes rasgos técnicos, a sua forma de vida dentro dos relvados só fazia sentido com uma baliza por perto.
A nível de selecção, as suas únicas internacionalizações foram no onze nacional júnior.
Para quem viu com os seus golos (fantástico aquele em 78, depois de parar a bola no peito, fuzilando a seguir, sem a deixar cair no chão, o grande Fonseca, guarda redes do FC Porto campeão nacional, para a única derrota que este sofreria no campeonato (3-1) ou, outro golo, já no perto dos 90 minutos, num derby sob céu nublado, contra o Guimarães, quando, com o 0-0 a manter-se, aproveitou uma bola metida na área e, sorrateiramente, ganhando no corpo a corpo com o defesa vimaranense, deu-lhe um inteligente toque com o bico que a fez entrar mesmo no ângulo inferior da baliza, de tal forma que nem se tinha percebido bem por onde a bola tinha entrada. Foi o golo da vitória e o Braga podia caminhar para conseguir, pela primeira vez na sua história, para conquistar um lugar na UEFA através do campeonato) a memória de Chico Gordo é eterna. Aqueles são apenas dois golos.



Esta é uma das equipas do Sporting de Braga, com o goleador Chico Gordo em destaque, em 1975/76, na época de regresso á I Divisão. Terminaria o Campeonato em 7º lugar. Outro jogador a destacar neste onze, o louro médio criativo e organizador Marinho, que depois rumaria ao Sporting

 

 


Em cima: Pinto (médio) Chico Gordo (avançado), Marconi (avançado), Garcia (médio) e Marques (médio)

Em baixo: Marinho (médio), Serra (defesa-central), Fernando (defesa-central), Walter (guarda-redes), Vilaça (lateral-esquerdo) e Mendes (lateral-direito).

 

Superbraga.com
Braga, Agosto de 2005